Futebol isento e espectacular...Possível?

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Sunday, October 10, 2010

Futebol isento e espectacular...Possível?

Poderá haver um futebol que realmente entusiasme as massas além do fanatismo clubístico? Que concilie a vertente espectáculo sem descurar a modernidade da vertente negócio, ou seja, sem excesso de romantismo?

Neste post vou dar umas idéias que poderiam mudar o futebol como o conhece-mos para melhor, mas esta aberto o debate para mais sugestões ou mudanças.

As mudanças que vou sugerir aqui não são só para o futebol português, mas o futebol em geral.

Uma coisa temos de ter clara, não poderá haver um desporto espetacular e leal com corrupção, isso é um ponto fulcral. A sua eliminação para quem quer esse futebol deve ser o 1º objectivo.

Para que tal acontecesse teria de haver um compromisso não só das instituições desportivas mas também das políticas, tudo conseguido a partir de uma pressão pública pela fartura do futebol unicamente negócio.

Instituições como FIFA, UEFA e Federações Nacionais, deveriam para começar passar a ser instituições democráticas, ter eleições para eleger os órgãos administrativos num prazo não muito longo de tempo, para não haver acomodação ao poder, nem uma governação mais tipo máfia, onde a família continua o seu legado.

Deviam ser elaboradas novas leis para incorporar as ajudas tecnológicas no jogo, tal como tem o Rugby por exemplo (e isso nunca foi razão para o desporto perder entusiasmo nem adeptos).

Câmaras nas linhas de golo (para terminar com as duvidas de ser golo ou não) câmaras nas linhas laterais (para nunca haver enganos se a bola saiu de campo) câmaras nas linhas de fundo (idem) câmaras a seguir a linha de fora de jogo (e aqui haveria a importância de criar um programa informático que guia-se as câmaras e todos os jogadores em campo terem chips, no equipamento por exemplo, para o programa rastrear o posicionamento de cada jogador e localizar a linha de fora de jogo) câmara para seguir a jogada mais de perto (seguindo sempre a bola) 2 câmaras fixas sempre a cobrir cada metade do terreno (para poder desvendar algumas situações menos legais entre jogadores fora da zona da jogada) câmaras a seguir os bancos de suplentes (para monitorar o comportamento de equipa técnica e suplentes) tudo isto controlado pelo 4º árbitro que comunicaria directamente com o árbitro no terreno, não seriam necessários nem árbitros auxiliares nem árbitros de baliza.

Implementação de novas regras para as pontuações, de forma a favorecer quem ataca, marca golos e joga para ganhar:

4 pontos: vitória com diferença de 4 ou mais golos
3 pontos: vitória
2 pontos: empate com golos
1 ponto: empate a 0
0 pontos: derrota

Implementação de prémios para as equipas que mais favorecem o espectáculo:

Prémio por equipa mais concretizadora no final da época:
1º - +3 pontos
2º - + 1 ponto

Penalização igual para ultimo e penúltimo

Prémio por melhor marcador:
1º - +2 pontos
2º - +1 ponto

Penalização igual para último e penúltimo

Prémio por equipa menos faltosa:

1º - +3 pontos
2º - +1 ponto

Penalização igual para último e penúltimo

Prémio para equipa com menos golos encaixados:

1º - +2 pontos
2º - +1 ponto

penalização igual para último e penúltimo

Estes prémios por desempenho durante a época além dos pontos dispersarão a única importância dos pontos conquistados jogo a jogo e assim dissiduarão corrupção fora do terreno de jogo para levar de vencida a partida por métodos obscuros.

Implementação de limite de estrangeiros por equipa, para manter a identidade de cada equipa e a sua "mística":

-Cada equipa só pode ter até 10 estrangeiros comunitários e 3 extra comunitários, o que permitiria ter todas as equipas com pelo menos metade da equipa com jogadores nacionais.

-Utilização de jogadores estrangeiros nas selecções só permitida segundo uma "ligação de coração entre jogador e país" (casos de makukula, pepe, obikwelu) e não por uma "ligação de comum interesse" (Deco, Liedson)

Para protecção do contrato celebrado entre jogador e clube, desde que as duas partes cumpram os tramites do contrato, ele deve ser sempre respeitado e nunca pode haver negociações nem pressões para o jogador sair antes de 6 meses da expiração do contrato. Se o jogador por não querer permanecer mais, e o clube tendo cumprido as suas obrigações, ele terá de indeminizar o clube com 1/4 dos vencimentos que ele receberia até ao final do contrato.

Jogadores jovens formados no clube teriam protecção anti-transferência até completarem 18 anos e depois disso se fossem vendidos o clube vendedor teria direito de receber direitos de formação no valor de 1/5 do valor total da transferência ou direitos sobre 30% numa futura transferência, só deixaria de fazer efeito depois de o jogador completar 24 anos.

Regulação para os empresários, de maneira a não poderem andar livremente no mercado, e aqui deixo aberto o debate para opiniões sobre essas medidas que seriam as correctas.

Árbitros acompanhados no dia do jogo por agentes da entidade responsável pela competição, para evitar influências ou tentativas de suborno.

Equipas obrigadas a ter no seu plantel pelo menos 1 jogador no 1º ano de sénior, de maneira a garantir o futuro.

Proibidos empréstimos de mais de 1 jogador de um clube a outro, de maneira a evitar influências na capacidade competitiva da equipa que recebe os jogadores.

Proibição de cláusulas de não utilização de jogadores emprestados contra o clube com que têm contrato.

Os Clubes que favorecerem a formação de jovens talentos receberem um incentivo por parte do estado (benefícios fiscais, comparticipação de orçamento jovem)

Observadores de jogo acompanhados por delegados da instituição que gere a competição.

Medidas para regulamentar a compra de clubes por pessoas individuais ou empresas, além de terem de ser submetidas a voto dos sócios do clube em causa.

Liga dos campeões de novo só para os campeões, 1 equipa de cada país.

O regresso da taça dos vencedores das taças.

FIFA e UEFA com medidas para proteger os clubes de campeonatos mais fracos (mais protecções contra transferências massivas de jogadores para campeonatos mais fortes)

Imposição de tecto salarial nos clubes, de maneira a evitar a falências como se tem visto nestes últimos anos, como de situações desesperadas de sobrevivência.

Penso que estas medidas tornariam o futebol um desporto bem mais saudável e entusiasmante, fazendo lembrar os anos 60, 70 sem perder o futebol negócio da actualidade.

Como sempre se disse, o melhor é sempre o meio termo, se futebol so romântico não, então também não futebol só negocio.

Chamam vocês a isto utopia? Mas se todos lutassem pelo mesmo seria possivel mudar...basta ver o poder que tivemos no clube aquando do caso do patrocínio das camisolas.

Aqui seria necessário uma movimentação a nível Europeu ou global, para levar as instituições que gerem o futebol mundial a promover a mudança.

Se ficariamos a ganhar, porque não? Nós não lutamos sempre pelo que é melhor para nós?

Nada de resignações e dizer que simplesmente "o futebol é como é", o futebol pode ser como quisermos que seja!

Quem ainda não leu não deixe de ler o EXCELENTE tópico do GB, e quem sabe, até mais de uma vez... Trocar o essencial pelo acessório

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